14 de Julho de 2009
O jogo que Geddel quiser jogar eu topo, diz Wagner em Terra Magazine
A revista digital Terra Magazine, editada pelo jornalista Bob Fernandes, continua a esquentar a política baiana. Sua reportagem lembra que o ministro da Integração Nacional do governo Lula, Geddel Viera Lima, do PMDB, busca viabilizar-se como candidato ao governo da Bahia. “Chegou a verbalizar ali e acolá a idéia de ser um candidato de consenso entre as oposições contra o governador Jaques Wagner, do PT”.
Como oposição na Bahia significa também o DEM, tal movimento implicaria, naturalmente, em ter um outro candidato à presidência da República que não o candidato do presidente Lula. O problema para Geddel é que o ex-governador Paulo Souto, do DEM, nome forte no estado, também já se anuncia candidato ao governo, contra Wagner. Donde, se tornada concreta a candidatura Souto, a tal união de oposições não se daria como imaginado pelo ministro.
Em entrevista a Terra Magazine, Geddel confirmou o rompimento com o governo Wagner.
Na segunda, 13, o deputado federal Emiliano José (PT-BA), muito próximo a Jaques Wagner e ao ex-governador Waldir Pires bateu duro em Geddel. Para tentar entender todo esse molejo, essas ondas na política baiana, Terra Magazine ouviu o governador Jaques Wagner no início da madrugada desta terça-feira.
Disse o governador:
- O que eu quero, o meu desejo, é continuar com a aliança (...) nesse projeto o ministro Geddel, naturalmente, disputaria a senatoria (...) mas se ele romper ele sai, não sou eu quem vai botá-lo pra fora (...) quero manter a aliança, mas se ele quiser sair... o jogo que ele jogar, quiser jogar, eu topo.
LEIA ABAIXO A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA
Terra Magazine - Governador, o que temos aí na Bahia? O PMDB do ministro Geddel, integrante da aliança que elegeu o senhor, rompeu com o seu governo?
Jaques Wagner - Eu já disse e repito que ganha quem junta, quem agrega, reúne, e não quem separa. O que eu quero, o meu desejo, é continuar com a aliança de nove partidos que me elegeu e chegou comigo ao governo em 2006. E as várias conversas que tive com o ministro Geddel foram no sentido de manter o projeto, onde, naturalmente, ele iria para a senatoria, disputaria a vaga de senador dentro dessa aliança em 2010. Foi sempre esse o rumo da nossa conversa.
Quando foi a última conversa?
Há umas três semanas, eu, ele e o irmão dele, Lúcio, que é o presidente do PMDB na Bahia. Em algum momento ele começou a levantar a suspeita que o PT não queria votar nele, que poderia atrapalhar, e eu disse "se você diz, sugere que não está, não estará na aliança, aí sim pode surgir esse problema... porque o PT votaria em você se você diz não querer integrar a aliança?". Mas as conversas, de minha parte, e em consonância com o projeto do presidente Lula para 2010, foram sempre no sentido de manter, agregar...
Mas nessa última conversa ele não falou em deixar o seu governo?
Ele falou que precisava fazer um movimento para fortalecer as bases do partido, ouvir as bases do partido, e então, em setembro, ele vai avaliar. Olha, é um direito dele sair e montar um chapa para concorrer ao governo.... não sei quem ele vai apoiar para presidente se fizer isso, mas eu sigo meu caminho; apoio a Dilma, sou candidato à reeleição e estou organizando minha chapa.
Mas, insisto, ele não disse que deixaria o seu governo?
Não, me disse que ouviria o que querem as bases.
E ele seria candidato ao governo?
Como hipótese isso existe, mas se ele romper ele sai, não sou eu quem vai botá-lo pra fora. Não faço questão de romper, repito que prefiro juntar, agregar, mas que fique claro: o jogo que ele jogar, quiser jogar, eu topo. Agora, eu sou pelo menor caminho entre dois pontos e o menor e melhor caminho seria manter a aliança e até ampliar se for possível. Se não for, enfrentaremos o jogo que vier. Eu escolho aliados, não escolho adversários. Tenho interesse em manter, mas se não houver interesse, paciência, vamos para o jogo.
Fonte: Terra Magazine
Como oposição na Bahia significa também o DEM, tal movimento implicaria, naturalmente, em ter um outro candidato à presidência da República que não o candidato do presidente Lula. O problema para Geddel é que o ex-governador Paulo Souto, do DEM, nome forte no estado, também já se anuncia candidato ao governo, contra Wagner. Donde, se tornada concreta a candidatura Souto, a tal união de oposições não se daria como imaginado pelo ministro.
Em entrevista a Terra Magazine, Geddel confirmou o rompimento com o governo Wagner.
Na segunda, 13, o deputado federal Emiliano José (PT-BA), muito próximo a Jaques Wagner e ao ex-governador Waldir Pires bateu duro em Geddel. Para tentar entender todo esse molejo, essas ondas na política baiana, Terra Magazine ouviu o governador Jaques Wagner no início da madrugada desta terça-feira.
Disse o governador:
- O que eu quero, o meu desejo, é continuar com a aliança (...) nesse projeto o ministro Geddel, naturalmente, disputaria a senatoria (...) mas se ele romper ele sai, não sou eu quem vai botá-lo pra fora (...) quero manter a aliança, mas se ele quiser sair... o jogo que ele jogar, quiser jogar, eu topo.
LEIA ABAIXO A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA
Terra Magazine - Governador, o que temos aí na Bahia? O PMDB do ministro Geddel, integrante da aliança que elegeu o senhor, rompeu com o seu governo?
Jaques Wagner - Eu já disse e repito que ganha quem junta, quem agrega, reúne, e não quem separa. O que eu quero, o meu desejo, é continuar com a aliança de nove partidos que me elegeu e chegou comigo ao governo em 2006. E as várias conversas que tive com o ministro Geddel foram no sentido de manter o projeto, onde, naturalmente, ele iria para a senatoria, disputaria a vaga de senador dentro dessa aliança em 2010. Foi sempre esse o rumo da nossa conversa.
Quando foi a última conversa?
Há umas três semanas, eu, ele e o irmão dele, Lúcio, que é o presidente do PMDB na Bahia. Em algum momento ele começou a levantar a suspeita que o PT não queria votar nele, que poderia atrapalhar, e eu disse "se você diz, sugere que não está, não estará na aliança, aí sim pode surgir esse problema... porque o PT votaria em você se você diz não querer integrar a aliança?". Mas as conversas, de minha parte, e em consonância com o projeto do presidente Lula para 2010, foram sempre no sentido de manter, agregar...
Mas nessa última conversa ele não falou em deixar o seu governo?
Ele falou que precisava fazer um movimento para fortalecer as bases do partido, ouvir as bases do partido, e então, em setembro, ele vai avaliar. Olha, é um direito dele sair e montar um chapa para concorrer ao governo.... não sei quem ele vai apoiar para presidente se fizer isso, mas eu sigo meu caminho; apoio a Dilma, sou candidato à reeleição e estou organizando minha chapa.
Mas, insisto, ele não disse que deixaria o seu governo?
Não, me disse que ouviria o que querem as bases.
E ele seria candidato ao governo?
Como hipótese isso existe, mas se ele romper ele sai, não sou eu quem vai botá-lo pra fora. Não faço questão de romper, repito que prefiro juntar, agregar, mas que fique claro: o jogo que ele jogar, quiser jogar, eu topo. Agora, eu sou pelo menor caminho entre dois pontos e o menor e melhor caminho seria manter a aliança e até ampliar se for possível. Se não for, enfrentaremos o jogo que vier. Eu escolho aliados, não escolho adversários. Tenho interesse em manter, mas se não houver interesse, paciência, vamos para o jogo.
Fonte: Terra Magazine
PT de Salvador convida para lançamento de novo site com palestra e samba
O Diretório Municipal do PT de Salvador, presidido pela vereadora guerreira Vânia Galvão, lança nesta quinta-feira, 16, seu novo site oficial com festa e pompa.
Durante o evento o Secretário de Comunicação do Estado da Bahia, Robinson Almeida e o Deputado Federal Emiliano José farão palestras sobre comunicação e conjuntura. A festa de Lançamento acontecerá na sede do Partido, na Ladeira da independência, nº 16, às 19h.
Quem informa é a jornalista Roberta Di Pierro, assessora de comunicação do PT de Salvador.
Durante o evento o Secretário de Comunicação do Estado da Bahia, Robinson Almeida e o Deputado Federal Emiliano José farão palestras sobre comunicação e conjuntura. A festa de Lançamento acontecerá na sede do Partido, na Ladeira da independência, nº 16, às 19h.
Quem informa é a jornalista Roberta Di Pierro, assessora de comunicação do PT de Salvador.
13 de Julho de 2009
Deu no site Política Livre: “O que era tragédia com ACM, é farsa com Geddel”
Em entrevista ao site Terra Magazine, o deputado federal Emiliano José (PT) criticou o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional). Segundo ele, Geddel tem sido grosseiro com um aliado e “com um governo no qual tem secretarias”. “O ministro copia gestos e reproduz ecos do passado, da antiga oligarquia baiana (…) Numa oligarquia lá atrás, com ACM, era tragédia, pela voz do Geddel é farsa”.
Emiliano disse ainda que sempre afirmou em reuniões internas do PT que o rompimento entre o PMDB e o seu partido estava próximo porque o ministro estaria sempre destacando o trabalho das secretarias estaduais sob responsabilidade do PMDB e não defendendo as realizações do governo Wagner.
O petista disse também que “não gostaria de citar quem já não está”, referindo-se a ACM, com quem teve inúmeros entreveros, mas diz que agora o faz porque ao ser questionado sobre semelhanças com Antônio Carlos Magalhães o ministro Geddel tem respondido com críticas a Jaques Wagner e Waldir Pires. “Ao comparar Wagner a Waldir ele não agride nem a um nem a outro, apenas pretende que isso seja uma agressão (…) e creio que ACM não gostaria dessa comparação com o ministro Geddel, creio por recordar tudo o que ele disse sobre Geddel quando era vivo”.
Emiliano disse ainda que sempre afirmou em reuniões internas do PT que o rompimento entre o PMDB e o seu partido estava próximo porque o ministro estaria sempre destacando o trabalho das secretarias estaduais sob responsabilidade do PMDB e não defendendo as realizações do governo Wagner.
O petista disse também que “não gostaria de citar quem já não está”, referindo-se a ACM, com quem teve inúmeros entreveros, mas diz que agora o faz porque ao ser questionado sobre semelhanças com Antônio Carlos Magalhães o ministro Geddel tem respondido com críticas a Jaques Wagner e Waldir Pires. “Ao comparar Wagner a Waldir ele não agride nem a um nem a outro, apenas pretende que isso seja uma agressão (…) e creio que ACM não gostaria dessa comparação com o ministro Geddel, creio por recordar tudo o que ele disse sobre Geddel quando era vivo”.
Traição anunciada: Geddel rompe com Wagner e põe cargos à disposição
Depois de uma aliança de três anos com o PT baiano, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), decidiu lançar-se candidato ao governo da Bahia e pôs os cargos dos peemedebistas à disposição do governador Jaques Wagner (PT). Aconteceu sábado (11/07/09), mas foi apenas o desfecho de uma traição anunciada.
O ministro confessou que não consultou o presidente Lula antes de tomar a decisão, mas que ainda apoia a candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República. "Comuniquei que havia uma tendência de o PMDB vir a apresentar um candidato e que o nome que estava sendo colocado era o meu. E que se sentisse à vontade, portanto, com as posições que o PMDB ocupa no governo", disse Geddel à revista eletrônica Terra Magazine.
A traição foi completa. Geddel Vieira Lima não comunicou ao presidente Lula o rompimento, mas correu para comunicar ao candidato da oposição, Paulo Souto (DEM). E ainda achou o ato “um dever de lealdade” com o político carlista.
O ministro confessou que não consultou o presidente Lula antes de tomar a decisão, mas que ainda apoia a candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República. "Comuniquei que havia uma tendência de o PMDB vir a apresentar um candidato e que o nome que estava sendo colocado era o meu. E que se sentisse à vontade, portanto, com as posições que o PMDB ocupa no governo", disse Geddel à revista eletrônica Terra Magazine.
A traição foi completa. Geddel Vieira Lima não comunicou ao presidente Lula o rompimento, mas correu para comunicar ao candidato da oposição, Paulo Souto (DEM). E ainda achou o ato “um dever de lealdade” com o político carlista.
Deputado Emiliano José (PT-BA) reage e desce o pau no ministro Geddel
Bob Fernandes, editor da revista eletrônica Terra Magazine entrevistou o deputado federal Emiliano José (PT-BA), repercutindo o rompimento do chefe do PMDB baiano, Geddel Vieira Lima, com o Governo Wagner. O título da matéria é “O que era tragédia com ACM, é farsa com Geddel”. Emiliano critica Geddel pela grosseria política, copiando gestos da antiga oligarquia baiana, ecos do passado como o mandonismo político. Geddel tem feito um jogo de palavras comparando Wagner a Waldir Pires, como se fosse defeito e não mérito. Com ACM isso tudo era uma tragédia, com Geddel não passa de farsa.
LEIA NA ÍNTEGRA O PAU QUE EMILIANO DÁ EM GEDDEL
O que era tragédia com ACM é farsa com Geddel
Terra Magazine – Por Bob Fernandes
Emiliano José é deputado federal (PT-BA). Suplente, assumiu há pouco a vaga de Nelson Pellegrino. Jornalista, professor da Faculdade de Comunicação na Universidade Federal da Bahia, ex-preso político por 4 anos, Emiliano é autor de 8 livros, entre eles "Lamarca, Capitão da Guerrilha" (com Oldack Miranda) e "Imprensa & Poder, Ligações Perigosas". Amigo e de estreita ligação política com o ex-governador e ex-ministro Waldir Pires e com o governador da Bahia, Jaques Wagner, Emiliano rompe o silêncio tático nesta entrevista a Terra Magazine.
Como se viu aqui no sábado último, Geddel Viera Lima, ministro da Integração Nacional no governo Lula, um dos líderes de uma das facções do PMDB, anunciou rompimento com o governo Wagner, no qual tem, entre outras posições, duas secretarias. Geddel rompeu e tem, na paróquia, dito que Jaques Wagner é igual a Waldir Pires. Pretende o ministro que tanto seja uma crítica. O deputado Emiliano esquece o silêncio reinante, mais mineiro do que baiano, e bate:
- Geddel tem sido grosseiro com um aliado, com um governo no qual tem secretarias. O ministro copia gestos e reproduz ecos do passado,da antiga oligarquia baiana (...) Numa oligarquia lá atrás, com ACM, era tragédia, pela voz do Geddel é farsa.
O deputado Emiliano José ressalva que "não gostaria de citar quem já não está". Refere-se a ACM, com quem teve inúmeros entreveros, mas diz que agora o faz porque ao ser questionado sobre semelhanças com Antônio Carlos Magalhães o ministro Geddel tem respondido com críticas a Jaques Wagner e Waldir Pires:
- Ao comparar Wagner a Waldir ele não agride nem a um nem a outro, apenas pretende que isso seja uma agressão (...) e creio que ACM não gostaria dessa comparação com o ministro Geddel, creio por recordar tudo o que ele disse sobre Geddel quando era vivo.
TERRA MAGAZINE - Deputado, o que se passa na Bahia? O ministro Geddel Viera Lima anunciou no fim de semana o rompimento com o governo do petista Jaques Wagner, onde ele tem, entre outros cargos, duas secretarias muito fortes.
EMILIANO JOSÉ - Quem tenha me ouvido em diversas reuniões do PT se lembrará que eu dizia ser essa a crônica de um rompimento anunciado. Dizia porque percebia a movimentação do ministro no interior do próprio governo Wagner, desenvolvendo atividades nitidamente paralelas, nunca destacando as realizações do governo Wagner, sempre ressaltando apenas o trabalhos das secretarias sob seu domínio e com uma cultura, um linguajar político que lembra muito mais o passado oligárquico da Bahia do que os novos tempos, republicanos e democráticos, conduzidos pelo governador. Geddel prenunciava o rompimento...
TERRA MAGAZINE - E o rompimento se deu...
EMILIANO JOSÉ - Havia um esforço do governador em preservar a aliança, Wagner levou sempre em consideração o PMDB no quadro nacional, no governo Lula, enquanto Geddel foi esquentando a hipótese do rompimento, aparentemente como se vivesse um dilema hamletiano, mas foi sempre um dilema confortável porque amparado nas secretarias de Infraestrutura e Indústria e Comércio. Dois anos e meio depois ele rompe. É um direito dele sair, disputar o governo, mas o que me impressiona é a cultura política que ele revela, na verdade volta a revelar, porque ele é o que sempre foi.
TERRA MAGAZINE - A que "cultura" você se refere?
EMILIANO JOSÉ - Nitidamente a ecos do passado. Isso que estamos ouvindo são ecos do passado oligarca, de mandonismo. O ministro copia gestos e atitudes da oligarquia que governou a Bahia por muito tempo.
TERRA MAGAZINE - Deputado, sutilezas e eufemismos à parte, o sujeito presente mas ausente nas suas frases é Antônio Carlos Magalhães. Ou não?
EMILIANO JOSÉ - É, mas eu não gostaria de fazê-lo, tento não fazê-lo. Ele já não está - entre nós e eu que tive com ACM divergências públicas, explícitas, inclusive de natureza nacional, não gostaria de citá-lo, até por respeito à família...
TERRA MAGAZINE - Mas...
EMILIANO JOSÉ - Mas como eu soube que essa comparação entre ele e ACM tem sido eventualmente citada e ele responde com o que imagina serem ataques ao governador Wagner e ao ex-governador Waldir Pires, não posso deixar de notar que são evidentes as semelhanças entre as atitudes do ministro e antigas atitudes e práticas do ex-governador Antônio Carlos.
TERRA MAGAZINE - O que foi dito que o incomodou?
EMILIANO JOSÉ - Nos últimos dias, perguntado se gostava ou se incomodava-se ao ser comparado a ACM, Geddel disse que não se incomodava e não se incomodava porque havia também quem comparasse Wagner a Waldir. Ora, isso de um lado reflete a cultura da grosseria, a falta de civilidade política de quem é aliado do governo, está dentro do governo, e ainda assim pretende agredir duas figuras do porte do governador e de Waldir, essa figura extraordinária da vida brasileira. Não agride nem a um nem a outro, apenas pretende, e ao fazê-lo cada vez mais se parece com o que havia de pior em quem já não está entre nós.
TERRA MAGAZINE - ACM?
EMILIANO JOSÉ - ...E creio que ACM não gostaria dessa comparação com o ministro Geddel, creio por recordar tudo o que disse sobre Geddel quando era vivo. Mesmo que eu não entre no mérito do que era dito, não tenho como esquecer que tudo aquilo foi dito e repetido inúmeras vezes. O que não se contesta, nem se pode contestar, é uma candidatura dele ao governo; isso é da vida política, é um direito, mas é necessário contestar os métodos e os meios: estando dentro do governo, sendo teoricamente um aliado, passar a agredir ao governador e a Waldir não tem sentido, não educa politicamente. Não revela respeito algum por nada, é o poder pelo poder. Não pretendemos e não vamos ouvir ecos das vozes do passado. Numa oligarquia lá atrás, com ACM, era tragédia, pela voz do Geddel é farsa.
Fonte: Terra Magazine
LEIA NA ÍNTEGRA O PAU QUE EMILIANO DÁ EM GEDDEL
O que era tragédia com ACM é farsa com Geddel
Terra Magazine – Por Bob Fernandes
Emiliano José é deputado federal (PT-BA). Suplente, assumiu há pouco a vaga de Nelson Pellegrino. Jornalista, professor da Faculdade de Comunicação na Universidade Federal da Bahia, ex-preso político por 4 anos, Emiliano é autor de 8 livros, entre eles "Lamarca, Capitão da Guerrilha" (com Oldack Miranda) e "Imprensa & Poder, Ligações Perigosas". Amigo e de estreita ligação política com o ex-governador e ex-ministro Waldir Pires e com o governador da Bahia, Jaques Wagner, Emiliano rompe o silêncio tático nesta entrevista a Terra Magazine.
Como se viu aqui no sábado último, Geddel Viera Lima, ministro da Integração Nacional no governo Lula, um dos líderes de uma das facções do PMDB, anunciou rompimento com o governo Wagner, no qual tem, entre outras posições, duas secretarias. Geddel rompeu e tem, na paróquia, dito que Jaques Wagner é igual a Waldir Pires. Pretende o ministro que tanto seja uma crítica. O deputado Emiliano esquece o silêncio reinante, mais mineiro do que baiano, e bate:
- Geddel tem sido grosseiro com um aliado, com um governo no qual tem secretarias. O ministro copia gestos e reproduz ecos do passado,da antiga oligarquia baiana (...) Numa oligarquia lá atrás, com ACM, era tragédia, pela voz do Geddel é farsa.
O deputado Emiliano José ressalva que "não gostaria de citar quem já não está". Refere-se a ACM, com quem teve inúmeros entreveros, mas diz que agora o faz porque ao ser questionado sobre semelhanças com Antônio Carlos Magalhães o ministro Geddel tem respondido com críticas a Jaques Wagner e Waldir Pires:
- Ao comparar Wagner a Waldir ele não agride nem a um nem a outro, apenas pretende que isso seja uma agressão (...) e creio que ACM não gostaria dessa comparação com o ministro Geddel, creio por recordar tudo o que ele disse sobre Geddel quando era vivo.
TERRA MAGAZINE - Deputado, o que se passa na Bahia? O ministro Geddel Viera Lima anunciou no fim de semana o rompimento com o governo do petista Jaques Wagner, onde ele tem, entre outros cargos, duas secretarias muito fortes.
EMILIANO JOSÉ - Quem tenha me ouvido em diversas reuniões do PT se lembrará que eu dizia ser essa a crônica de um rompimento anunciado. Dizia porque percebia a movimentação do ministro no interior do próprio governo Wagner, desenvolvendo atividades nitidamente paralelas, nunca destacando as realizações do governo Wagner, sempre ressaltando apenas o trabalhos das secretarias sob seu domínio e com uma cultura, um linguajar político que lembra muito mais o passado oligárquico da Bahia do que os novos tempos, republicanos e democráticos, conduzidos pelo governador. Geddel prenunciava o rompimento...
TERRA MAGAZINE - E o rompimento se deu...
EMILIANO JOSÉ - Havia um esforço do governador em preservar a aliança, Wagner levou sempre em consideração o PMDB no quadro nacional, no governo Lula, enquanto Geddel foi esquentando a hipótese do rompimento, aparentemente como se vivesse um dilema hamletiano, mas foi sempre um dilema confortável porque amparado nas secretarias de Infraestrutura e Indústria e Comércio. Dois anos e meio depois ele rompe. É um direito dele sair, disputar o governo, mas o que me impressiona é a cultura política que ele revela, na verdade volta a revelar, porque ele é o que sempre foi.
TERRA MAGAZINE - A que "cultura" você se refere?
EMILIANO JOSÉ - Nitidamente a ecos do passado. Isso que estamos ouvindo são ecos do passado oligarca, de mandonismo. O ministro copia gestos e atitudes da oligarquia que governou a Bahia por muito tempo.
TERRA MAGAZINE - Deputado, sutilezas e eufemismos à parte, o sujeito presente mas ausente nas suas frases é Antônio Carlos Magalhães. Ou não?
EMILIANO JOSÉ - É, mas eu não gostaria de fazê-lo, tento não fazê-lo. Ele já não está - entre nós e eu que tive com ACM divergências públicas, explícitas, inclusive de natureza nacional, não gostaria de citá-lo, até por respeito à família...
TERRA MAGAZINE - Mas...
EMILIANO JOSÉ - Mas como eu soube que essa comparação entre ele e ACM tem sido eventualmente citada e ele responde com o que imagina serem ataques ao governador Wagner e ao ex-governador Waldir Pires, não posso deixar de notar que são evidentes as semelhanças entre as atitudes do ministro e antigas atitudes e práticas do ex-governador Antônio Carlos.
TERRA MAGAZINE - O que foi dito que o incomodou?
EMILIANO JOSÉ - Nos últimos dias, perguntado se gostava ou se incomodava-se ao ser comparado a ACM, Geddel disse que não se incomodava e não se incomodava porque havia também quem comparasse Wagner a Waldir. Ora, isso de um lado reflete a cultura da grosseria, a falta de civilidade política de quem é aliado do governo, está dentro do governo, e ainda assim pretende agredir duas figuras do porte do governador e de Waldir, essa figura extraordinária da vida brasileira. Não agride nem a um nem a outro, apenas pretende, e ao fazê-lo cada vez mais se parece com o que havia de pior em quem já não está entre nós.
TERRA MAGAZINE - ACM?
EMILIANO JOSÉ - ...E creio que ACM não gostaria dessa comparação com o ministro Geddel, creio por recordar tudo o que disse sobre Geddel quando era vivo. Mesmo que eu não entre no mérito do que era dito, não tenho como esquecer que tudo aquilo foi dito e repetido inúmeras vezes. O que não se contesta, nem se pode contestar, é uma candidatura dele ao governo; isso é da vida política, é um direito, mas é necessário contestar os métodos e os meios: estando dentro do governo, sendo teoricamente um aliado, passar a agredir ao governador e a Waldir não tem sentido, não educa politicamente. Não revela respeito algum por nada, é o poder pelo poder. Não pretendemos e não vamos ouvir ecos das vozes do passado. Numa oligarquia lá atrás, com ACM, era tragédia, pela voz do Geddel é farsa.
Fonte: Terra Magazine
12 de Julho de 2009
Mais informações sobre o livro que conta a história do líder petroleiro Mário Lima
O atual deputado federal Emiliano José (PT-BA) há anos vem escrevendo a história da ditadura militar sob a ótica dos ex-presos políticos da Bahia. O título da obra é “Galeria F - Lembranças do Mar Cinzento”. Em 2005, ele lançou o segundo volume. Na contracapa do livro o ex-ministro dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, afirma que sem o resgate da verdade histórica o Brasil não conseguirá construir uma sociedade democrática de fato. A obra de Emiliano José resgata a memória dos ex-presos políticos que passaram pela Penitenciária Lemos de Brito, na Bahia.
A obra “Galeria F – Lembranças do Mar Cinzento – Parte 2”, que em sete capítulos resgata a história de luta de Mário Lima, é prefaciada pelo jornalista e escritor Alípio Freire (editor da Revista Sem Terra e membro do Conselho de Redação da Revista Teoria e Debate). Na mesma obra Emiliano José resgata as histórias de Theodomiro Romeiro dos Santos, prisioneiro condenado à morte pela ditadura militar, e de comunistas importantes na vida política baiana como Ana Montenegro, Luís Contreiras, Mário Alves de Souza (de Alagoinhas), Everardo Públio de Castro (de Conquista) e Péricles de Souza, dirigente do PCdoB. Também resgata a história do militante cristão Sérgio Gaudenzi.
OS SETE CAPÍTULOS ESTÃO NO SITE DE EMILIANO
A obra “Galeria F – Lembranças do Mar Cinzento – Parte 2”, que em sete capítulos resgata a história de luta de Mário Lima, é prefaciada pelo jornalista e escritor Alípio Freire (editor da Revista Sem Terra e membro do Conselho de Redação da Revista Teoria e Debate). Na mesma obra Emiliano José resgata as histórias de Theodomiro Romeiro dos Santos, prisioneiro condenado à morte pela ditadura militar, e de comunistas importantes na vida política baiana como Ana Montenegro, Luís Contreiras, Mário Alves de Souza (de Alagoinhas), Everardo Públio de Castro (de Conquista) e Péricles de Souza, dirigente do PCdoB. Também resgata a história do militante cristão Sérgio Gaudenzi.
OS SETE CAPÍTULOS ESTÃO NO SITE DE EMILIANO
Emiliano José, no livro “Galeria F – Lembranças do Mar Cinzento – Parte 2” resgata a vida e a luta de Mário Lima o líder petroleiro
Abaixo o Capítulo 20:
Em fevereiro de 1958 a Refinaria de Mataripe, da Petrobrás, abriu concurso para operadores. Mário Lima, 23 anos, passa em 14o lugar. No dia 17 de março do mesmo ano é contratado como estagiário. Deveria, então, fazer um curso e o estágio para só então ingressar ou não na empresa. Ao final de seis meses, outro exame e ele passa em 1o lugar. Está na Petrobrás até hoje. Já durante o curso, Mário Lima era sempre chamado para falar com a chefia quando surgiam problemas – comida, instalações, alojamento. Foi afirmando-se como liderança. E com 24 anos já era operador-chefe.
Uma noite, 2hs da madrugada, a comida veio estragada e Mário Lima reclamou com o restaurante. Nada podia ser feito, disseram os funcionários. A dispensa estava fechada. “Então abre”, disse Mário Lima, acrescentando que se não o fizessem seriam responsabilizados por quaisquer problemas que pudessem surgir. Afinal, os operadores são os que controlam a refinaria, como se fossem os motoristas dela. Não podiam. Só acordando o chefe da administração, e eles os trabalhadores da cozinha não se dispunham a fazer isso. Tinham medo do homem.
O homem chamava-se Castro Neves. Mário Lima disse então que caso não o chamassem ele tocaria o alarme e aí não tinha jeito: ele seria acordado e seria muito pior. Um funcionário então ligou e passou o telefone para Mário Lima. A voz do outro lado da linha era de poucos amigos, grosseira. Mário Lima explicou que a comida viera estragada. “Como o senhor sabe que a comida está estragada?”. Pacientemente, explicou-lhe que bastou a primeira garfada para perceber. A nova comida chegou por volta das 3,30hs. E a repercussão da atitude de Mário Lima foi grande. Ninguém ousara até ali confrontar-se com chefe da administração. E a liderança ia crescendo.
Já existia a Associação Profissional dos Trabalhadores na Indústria de Destilação de Petróleo, cujo presidente era Osvaldo Marques de Oliveira. Osvaldo era um negro forte, que havia feito CPOR, liderança respeitada, conhecido por dois apelidos: Tenente e Lumumba. Numa das encrencas em que se meteu, Mário Lima foi suspenso.
Estava no alojamento esperando o momento de pegar o ônibus e foi procurado por Wilson Maranhão, um operador. “Você deveria ajudar a fundar o sindicato”. E foi parar numa reunião preparatória da fundação do sindicato em Candeias.
Osvaldo disse-lhe que há havia ouvido falar dele e que precisava de ajuda. “Já que está suspenso, terá tempo de ir ao Rio de Janeiro para ver como vamos trazer a nossa carta sindical”. Foi. E voltou com o Diário Oficial da União debaixo do braço, com o reconhecimento do sindicato, assinado pelo ministro Parcival Barroso, ministro do Trabalho de Juscelino Kubitschek Foi uma alegria enorme para todos. O próprio Mário Lima reconhece que isso não revelava mais competência que os demais companheiros. É que a suspensão lhe dera mais tempo. Era abril de 1960. Marcou-se a eleição para maio.
Chapa único, Osvaldo Oliveira na cabeça, Mário Lima como secretário. Osvaldo era muito querido, respeitado por todos, inclusive pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Já havia o sindicato da extração (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Petróleo do Estado da Bahia - Stiep) tido como acomodado. Houve a eleição e tudo correu bem. Estava constituído o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Destilação e Refinação de Petróleo do Estado da Bahia. Agora era marcar a data da posse.
Acontece que 15 dias antes da posse, Mário Lima discutiu com um superior da refinaria e foi demitido. Osvaldo protestou e foi demitido também. Tomaram posse sem emprego. Curiosamente, o governador Juracy Magalhães compareceu à solenidade sindical, realizada em Candeias. Talvez porque soubesse que os dois não pertenciam aos PCB. A presença do governador naturalmente teve repercussão.
Em julho, Kubitschek viria a Salvador inaugurar as novas unidades da Refinaria de Mataripe. O cerimonial do governo federal queria um trabalhador saudando o presidente da República. “Nós só iremos se uma pessoa do sindicato puder saudar o presidente”, informou Osvaldo Oliveira quando consultado. “E o nosso orador será Mário Lims”. O presidente da Petrobrás, general Idálio Sardenberg, desembarcou na Bahia para tentar contornar o problema. Mandou chamar Mário Lima para conversar. “Você vai se referir às demissões”, perguntou o general. “Vou”, respondeu Mário Lima, sem pestanejar. Os dois foram readmitidos, Mário Lima saudou o presidente e então começou a funcionar a primeira diretoria do Sindipetro.
Mário Lima nasceu no dia 19 de fevereiro de 1935, em Glória, nordeste da Bahia. Veio para Salvador em outubro de 1947. Estudou no Severino Vieira, onde fez os quatro anos de ginásio...
NB – O atual deputado federal (PT-BA), Emiliano José, é jornalista, autor de Galeria F - Lembranças do Mar Cinzento, uma série que resgata a história de ex-presos políticos da ditadura militar.
A história de Mário Lima está disponível no site do deputado federal EMILIANO JOSÉ
Em fevereiro de 1958 a Refinaria de Mataripe, da Petrobrás, abriu concurso para operadores. Mário Lima, 23 anos, passa em 14o lugar. No dia 17 de março do mesmo ano é contratado como estagiário. Deveria, então, fazer um curso e o estágio para só então ingressar ou não na empresa. Ao final de seis meses, outro exame e ele passa em 1o lugar. Está na Petrobrás até hoje. Já durante o curso, Mário Lima era sempre chamado para falar com a chefia quando surgiam problemas – comida, instalações, alojamento. Foi afirmando-se como liderança. E com 24 anos já era operador-chefe.
Uma noite, 2hs da madrugada, a comida veio estragada e Mário Lima reclamou com o restaurante. Nada podia ser feito, disseram os funcionários. A dispensa estava fechada. “Então abre”, disse Mário Lima, acrescentando que se não o fizessem seriam responsabilizados por quaisquer problemas que pudessem surgir. Afinal, os operadores são os que controlam a refinaria, como se fossem os motoristas dela. Não podiam. Só acordando o chefe da administração, e eles os trabalhadores da cozinha não se dispunham a fazer isso. Tinham medo do homem.
O homem chamava-se Castro Neves. Mário Lima disse então que caso não o chamassem ele tocaria o alarme e aí não tinha jeito: ele seria acordado e seria muito pior. Um funcionário então ligou e passou o telefone para Mário Lima. A voz do outro lado da linha era de poucos amigos, grosseira. Mário Lima explicou que a comida viera estragada. “Como o senhor sabe que a comida está estragada?”. Pacientemente, explicou-lhe que bastou a primeira garfada para perceber. A nova comida chegou por volta das 3,30hs. E a repercussão da atitude de Mário Lima foi grande. Ninguém ousara até ali confrontar-se com chefe da administração. E a liderança ia crescendo.
Já existia a Associação Profissional dos Trabalhadores na Indústria de Destilação de Petróleo, cujo presidente era Osvaldo Marques de Oliveira. Osvaldo era um negro forte, que havia feito CPOR, liderança respeitada, conhecido por dois apelidos: Tenente e Lumumba. Numa das encrencas em que se meteu, Mário Lima foi suspenso.
Estava no alojamento esperando o momento de pegar o ônibus e foi procurado por Wilson Maranhão, um operador. “Você deveria ajudar a fundar o sindicato”. E foi parar numa reunião preparatória da fundação do sindicato em Candeias.
Osvaldo disse-lhe que há havia ouvido falar dele e que precisava de ajuda. “Já que está suspenso, terá tempo de ir ao Rio de Janeiro para ver como vamos trazer a nossa carta sindical”. Foi. E voltou com o Diário Oficial da União debaixo do braço, com o reconhecimento do sindicato, assinado pelo ministro Parcival Barroso, ministro do Trabalho de Juscelino Kubitschek Foi uma alegria enorme para todos. O próprio Mário Lima reconhece que isso não revelava mais competência que os demais companheiros. É que a suspensão lhe dera mais tempo. Era abril de 1960. Marcou-se a eleição para maio.
Chapa único, Osvaldo Oliveira na cabeça, Mário Lima como secretário. Osvaldo era muito querido, respeitado por todos, inclusive pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Já havia o sindicato da extração (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Petróleo do Estado da Bahia - Stiep) tido como acomodado. Houve a eleição e tudo correu bem. Estava constituído o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Destilação e Refinação de Petróleo do Estado da Bahia. Agora era marcar a data da posse.
Acontece que 15 dias antes da posse, Mário Lima discutiu com um superior da refinaria e foi demitido. Osvaldo protestou e foi demitido também. Tomaram posse sem emprego. Curiosamente, o governador Juracy Magalhães compareceu à solenidade sindical, realizada em Candeias. Talvez porque soubesse que os dois não pertenciam aos PCB. A presença do governador naturalmente teve repercussão.
Em julho, Kubitschek viria a Salvador inaugurar as novas unidades da Refinaria de Mataripe. O cerimonial do governo federal queria um trabalhador saudando o presidente da República. “Nós só iremos se uma pessoa do sindicato puder saudar o presidente”, informou Osvaldo Oliveira quando consultado. “E o nosso orador será Mário Lims”. O presidente da Petrobrás, general Idálio Sardenberg, desembarcou na Bahia para tentar contornar o problema. Mandou chamar Mário Lima para conversar. “Você vai se referir às demissões”, perguntou o general. “Vou”, respondeu Mário Lima, sem pestanejar. Os dois foram readmitidos, Mário Lima saudou o presidente e então começou a funcionar a primeira diretoria do Sindipetro.
Mário Lima nasceu no dia 19 de fevereiro de 1935, em Glória, nordeste da Bahia. Veio para Salvador em outubro de 1947. Estudou no Severino Vieira, onde fez os quatro anos de ginásio...
NB – O atual deputado federal (PT-BA), Emiliano José, é jornalista, autor de Galeria F - Lembranças do Mar Cinzento, uma série que resgata a história de ex-presos políticos da ditadura militar.
A história de Mário Lima está disponível no site do deputado federal EMILIANO JOSÉ
Lula, Petrobras e petroleiros do Brasil lamentam morte de Mário Lima
O presidente Lula em nota oficial lamentou a morte do ex-deputado federal da Bahia, Mário Lima. O presidente lembrou que Mário Lima foi pioneiro ao fundar o primeiro sindicato de petroleiros do Brasil. “Lima destacou-se pela combatividade durante toda a vida”, disse o presidente.
NOTA DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
“Mário Lima destacou-se pela combatividade durante toda a vida, tanto na trincheira do sindicalismo quanto na do Parlamento, e deu uma contribuição extraordinária ao País com sua carreira de mais de 50 anos de Petrobras. Foi um pioneiro, fundando o primeiro sindicato de petroleiros do País - o da Bahia, na década de 50 - e tornando-se um dos mais influentes líderes sindicais do País.
Em 1964, era deputado federal e, em função de sua atuação corajosa em favor dos trabalhadores e do País, foi preso e teve os direitos políticos cassados. Anistiado, voltou à Câmara Federal e depois à vida sindical, mostrando a mesma disposição de luta do início. Neste momento de dor, envio meu abraço de solidariedade a seus amigos, parentes e a seus companheiros de atuação política e sindical”.
Mário Lima morreu aos 74 anos, sexta-feira, 10 de julho, no Hospital Aliança, em Salvador, vítima de um acidente vascular cerebral. Seu corpo foi enterrado sábado (11), às 15h, no Cemitério Jardim da Saudade.
NOTA OFICIAL DA PETROBRÁS
Mário Lima se foi – fica a sua causa em defesa da Petrobras
11 de julho de 2009 / 14:58
A Petrobras lamenta informar o falecimento do empregado Mário Soares Lima, ontem (10/07), aos 74 anos. Mário tinha mais de 50 anos de carreira na empresa. Admitido na Petrobras em março de 1958, Mario Lima era assessor da presidência da Petrobras desde 1992.
Nascido em Glória, no sertão da Bahia, Mário Lima ingressou na Petrobras após ser aprovado em concurso. Eleito deputado federal em 1962, foi preso um dia depois do golpe militar de 1964 e chegou a ser confinado em Fernando de Noronha.
Mario Lima foi demitido da Companhia ainda em 1964, mas voltou aos quadros da empresa em 1979, por decisão da Justiça. Retornou à Câmara Federal em 1985, ao assumir como suplente, pelo PMDB. Em 1986 foi reeleito deputado federal e participou da Constituinte.
Sindicalista, foi fundador e depois presidente do Sindicato dos Petroleiros da Bahia, o primeiro do Brasil. Mário Lima não chegou a se aposentar e trabalhava ativamente na Companhia.
UM LÍDER PETROLEIRO
Fundador do primeiro sindicato de petroleiros do País, no fim da década de 1950, na Bahia, Mário Lima foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1962, pelo PSB. Teve seu mandato cassado em 1964 pelo governo militar, chegou a ser preso pelo regime e transferido para Fernando de Noronha. Também teve seus direitos políticos suspensos até 1979.
Em 1985 voltou à Câmara, pelo PMDB, na vaga de Carlos Sant'Anna - que havia assumido o Ministério da Saúde. Em 1986, ele foi eleito para mais um mandato pelo mesmo partido. De volta à Bahia, presidiu o Sindicato dos Petroleiros da Bahia – Sindipetro, quando a categoria tinha dois sindicatos, além do SINDIPETRO, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Extração do Petróleo – STIEP.
Em 2004 foi candidato a vice-prefeito de Salvador na chapa de Lídice da Mata, pelo PSB. Em 2008, Mário Lima comemorou 50 anos de trabalho e luta sindical na Petrobras, onde ainda trabalhava na ativa como assessor técnico. Mário Lima nunca se aposentou.
CONVIVEU COM JANGO E JUSCELINO
O Jornalista Vitor Hugo Soares, no blog BAHIA EM PAUTA lembrou bem:
Mário Lima, nascido na cidade de Glória, no Vale do São Francisco (...) foi o principal e mais combativo líder petroleiro da Bahia e um dos mais importantes líderes sindicais do País, na fase que antecedeu o fortalecimento do movimento sindical dos metalúrgicos do ABC, em São Paulo, do qual surgiria Lula, atual presidente da República.
O ex-dirigente do Sindipetro conviveu proximamente com ex-presidentes, como Juscelino Kubitschek, mas principalmente com João Goulart. “Não precisava marcar audiência para ser recebido por Jango, em Brasilia, e discutir com o presidente trabalista (PTB), diretamente, os problemas e reivindicações dos trabalhadores do petróleo”, costumava dizer o ex-deputado.
Com a queda de Jango, no golpe militar, em 1964, o dirigente sindical foi perseguido, afastado do Sindipetro e preso, primeiro em quarteis do Exército, em Salvador, depois transferido para a Ilha de Fernando de Noronha, onde ficou ao lado dos ex-governadores de Pernambuco, Miguel Arraes, e Seixas Dória, de Sergipe, entre outros presos e perseguidos político da época.
No Congresso constituinte, já no MDB, teve atuação também destacada e conviveu proximamente com lideres do porte de Ulisses Guimarães e Tancredo Neves, dos quais o ex-parlamentar baiano sempre recebeu tarefas importantes e palavras de elogio.
NOTA DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
“Mário Lima destacou-se pela combatividade durante toda a vida, tanto na trincheira do sindicalismo quanto na do Parlamento, e deu uma contribuição extraordinária ao País com sua carreira de mais de 50 anos de Petrobras. Foi um pioneiro, fundando o primeiro sindicato de petroleiros do País - o da Bahia, na década de 50 - e tornando-se um dos mais influentes líderes sindicais do País.
Em 1964, era deputado federal e, em função de sua atuação corajosa em favor dos trabalhadores e do País, foi preso e teve os direitos políticos cassados. Anistiado, voltou à Câmara Federal e depois à vida sindical, mostrando a mesma disposição de luta do início. Neste momento de dor, envio meu abraço de solidariedade a seus amigos, parentes e a seus companheiros de atuação política e sindical”.
Mário Lima morreu aos 74 anos, sexta-feira, 10 de julho, no Hospital Aliança, em Salvador, vítima de um acidente vascular cerebral. Seu corpo foi enterrado sábado (11), às 15h, no Cemitério Jardim da Saudade.
NOTA OFICIAL DA PETROBRÁS
Mário Lima se foi – fica a sua causa em defesa da Petrobras
11 de julho de 2009 / 14:58
A Petrobras lamenta informar o falecimento do empregado Mário Soares Lima, ontem (10/07), aos 74 anos. Mário tinha mais de 50 anos de carreira na empresa. Admitido na Petrobras em março de 1958, Mario Lima era assessor da presidência da Petrobras desde 1992.
Nascido em Glória, no sertão da Bahia, Mário Lima ingressou na Petrobras após ser aprovado em concurso. Eleito deputado federal em 1962, foi preso um dia depois do golpe militar de 1964 e chegou a ser confinado em Fernando de Noronha.
Mario Lima foi demitido da Companhia ainda em 1964, mas voltou aos quadros da empresa em 1979, por decisão da Justiça. Retornou à Câmara Federal em 1985, ao assumir como suplente, pelo PMDB. Em 1986 foi reeleito deputado federal e participou da Constituinte.
Sindicalista, foi fundador e depois presidente do Sindicato dos Petroleiros da Bahia, o primeiro do Brasil. Mário Lima não chegou a se aposentar e trabalhava ativamente na Companhia.
UM LÍDER PETROLEIRO
Fundador do primeiro sindicato de petroleiros do País, no fim da década de 1950, na Bahia, Mário Lima foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1962, pelo PSB. Teve seu mandato cassado em 1964 pelo governo militar, chegou a ser preso pelo regime e transferido para Fernando de Noronha. Também teve seus direitos políticos suspensos até 1979.
Em 1985 voltou à Câmara, pelo PMDB, na vaga de Carlos Sant'Anna - que havia assumido o Ministério da Saúde. Em 1986, ele foi eleito para mais um mandato pelo mesmo partido. De volta à Bahia, presidiu o Sindicato dos Petroleiros da Bahia – Sindipetro, quando a categoria tinha dois sindicatos, além do SINDIPETRO, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Extração do Petróleo – STIEP.
Em 2004 foi candidato a vice-prefeito de Salvador na chapa de Lídice da Mata, pelo PSB. Em 2008, Mário Lima comemorou 50 anos de trabalho e luta sindical na Petrobras, onde ainda trabalhava na ativa como assessor técnico. Mário Lima nunca se aposentou.
CONVIVEU COM JANGO E JUSCELINO
O Jornalista Vitor Hugo Soares, no blog BAHIA EM PAUTA lembrou bem:
Mário Lima, nascido na cidade de Glória, no Vale do São Francisco (...) foi o principal e mais combativo líder petroleiro da Bahia e um dos mais importantes líderes sindicais do País, na fase que antecedeu o fortalecimento do movimento sindical dos metalúrgicos do ABC, em São Paulo, do qual surgiria Lula, atual presidente da República.
O ex-dirigente do Sindipetro conviveu proximamente com ex-presidentes, como Juscelino Kubitschek, mas principalmente com João Goulart. “Não precisava marcar audiência para ser recebido por Jango, em Brasilia, e discutir com o presidente trabalista (PTB), diretamente, os problemas e reivindicações dos trabalhadores do petróleo”, costumava dizer o ex-deputado.
Com a queda de Jango, no golpe militar, em 1964, o dirigente sindical foi perseguido, afastado do Sindipetro e preso, primeiro em quarteis do Exército, em Salvador, depois transferido para a Ilha de Fernando de Noronha, onde ficou ao lado dos ex-governadores de Pernambuco, Miguel Arraes, e Seixas Dória, de Sergipe, entre outros presos e perseguidos político da época.
No Congresso constituinte, já no MDB, teve atuação também destacada e conviveu proximamente com lideres do porte de Ulisses Guimarães e Tancredo Neves, dos quais o ex-parlamentar baiano sempre recebeu tarefas importantes e palavras de elogio.
11 de Julho de 2009
“Mudanças na Bahia superam o carlismo” afirma o governador Jaques Wagner na revista Nordeste
Eu não leio a revista Nordeste, editada há três anos pelo jornalista Walter Santos. Isso por pura antipatia pela presença do articulista Ipojuca Pontes, com sua ofensiva linguagem anti-lulista, antipetista, direitista e característica dos militares anticomunistas do Brasil. É quase um Diogo Mainardi, só que com menos erudição e talento. Na verdade, a revista é uma imitação da revista Veja. Não tem “páginas amarelas”, tem “páginas azuis” para as entrevistas. Nem a presença constante da economista Tânia Bacelar equilibra a linha editorial disfarçada de artigos de opinião. Agora o editor resolver convidar Delfim Neto e José Dirceu, não sei ainda se para sempre.
Apesar da antipatia, a edição de maio/junho me chamou atenção pela entrevista do governador Wagner, intitulada “Mudanças na Bahia superam o carlismo”, concedida a Walter Santos e Juan Torres. Wagner fez 31 citações ao presidente Lula. Ele faz questão de mencionar sempre intimidade com Lula. Wagner reconheceu a importância do governo FHC e do Plano Real para a estabilização da economia, criticou a guerra fiscal entre os estados do Nordeste e ressaltou a responsabilidade de substituir o carlismo na Bahia, depois de 16 anos de domínio da família Magalhães.
Jaques Wagner cita a perda de R$ 300 milhões na arrecadação estadual em conseqüência da crise financeira, minimizada pela antecipação de R$ 375 milhões do FUNDEB; ressalta o acerto dos programas sociais como alavancadores da economia, aplaude o Bolsa Família que injeta R$ 3 bilhões na Bahia que tem um orçamento de R$ 20 bilhões, manifesta esperança no retorno da Sudene como instrumento de desenvolvimento regional. Mesmo tendo a Bahia uma economia duas vezes maior que Pernambuco, a segunda maior economia nordestina, Wagner combate a tentação da hegemonia.
Wagner define-se como totalmente engajado no projeto de sucessão comandado pelo presidente Lula, representado pela pré-candidatura da ministra Dilma Roussef. E faz duras críticas aos governos antecessores carlistas que deixaram na Bahia a pior educação do país, a pior saúde pública do país, 2 milhões e 150 mil analfabetos acima de 15 anos. Era um sistema político arcaico, carimbado,que funcionava pela vontade de uma ou duas pessoas, que se orgulhavam de governar com um chicote na mão e dinheiro na outra para comprar consciências. Não é fácil mudar uma cultura de 40 anos. E aquela “marcha dos prefeitos” que ocorreu na Bahia? Foi uma estranha marcha. Diziam que viriam 250 prefeitos insatisfeitos, não apareceram 80. O governo preparou um auditório para receber os “250 prefeitos”. Não apareceu ninguém.
Apesar de minha antipatia pessoal pelos articulistas que pregam uma ideologia de direita, a revista Nordeste publica boas reportagens sobre a realidade da economia nordestina.
Apesar da antipatia, a edição de maio/junho me chamou atenção pela entrevista do governador Wagner, intitulada “Mudanças na Bahia superam o carlismo”, concedida a Walter Santos e Juan Torres. Wagner fez 31 citações ao presidente Lula. Ele faz questão de mencionar sempre intimidade com Lula. Wagner reconheceu a importância do governo FHC e do Plano Real para a estabilização da economia, criticou a guerra fiscal entre os estados do Nordeste e ressaltou a responsabilidade de substituir o carlismo na Bahia, depois de 16 anos de domínio da família Magalhães.
Jaques Wagner cita a perda de R$ 300 milhões na arrecadação estadual em conseqüência da crise financeira, minimizada pela antecipação de R$ 375 milhões do FUNDEB; ressalta o acerto dos programas sociais como alavancadores da economia, aplaude o Bolsa Família que injeta R$ 3 bilhões na Bahia que tem um orçamento de R$ 20 bilhões, manifesta esperança no retorno da Sudene como instrumento de desenvolvimento regional. Mesmo tendo a Bahia uma economia duas vezes maior que Pernambuco, a segunda maior economia nordestina, Wagner combate a tentação da hegemonia.
Wagner define-se como totalmente engajado no projeto de sucessão comandado pelo presidente Lula, representado pela pré-candidatura da ministra Dilma Roussef. E faz duras críticas aos governos antecessores carlistas que deixaram na Bahia a pior educação do país, a pior saúde pública do país, 2 milhões e 150 mil analfabetos acima de 15 anos. Era um sistema político arcaico, carimbado,que funcionava pela vontade de uma ou duas pessoas, que se orgulhavam de governar com um chicote na mão e dinheiro na outra para comprar consciências. Não é fácil mudar uma cultura de 40 anos. E aquela “marcha dos prefeitos” que ocorreu na Bahia? Foi uma estranha marcha. Diziam que viriam 250 prefeitos insatisfeitos, não apareceram 80. O governo preparou um auditório para receber os “250 prefeitos”. Não apareceu ninguém.
Apesar de minha antipatia pessoal pelos articulistas que pregam uma ideologia de direita, a revista Nordeste publica boas reportagens sobre a realidade da economia nordestina.
Museu Rodin será inaugurado em outubro graças à competência de Márcio Meirelles
Li na Folha de São Paulo (08/07/09) uma reportagem sobre o Museu Rodin na Bahia que mostra o ridículo que era o mecenato estatal da era carlista. A idéia de abrir um museu Rodin em Salvador surgiu em 2001. O artista plástico Emanoel Araújo revelou que foi falar com ACM e “ele adorou a idéia”.
No ano seguinte foi assinado um acordo de cooperação entre França e Bahia para a construção do museu. Um casarão neoclássico francês de 1912 foi restaurado. Mas o plano virou motivo de chacota. O governo baiano, que bancou o projeto, prometeu trazer 62 esculturas para a inauguração do museu em 2006. As peças nunca chegaram e o museu passou a abrigar apenas quatro peças em bronze do escultor francês.
Como afirma o jornalista Mário César Carvalho, da Folha Ilustrada, “a piada pode perder a validade”. Finalmente, em outubro o Museu Rodin será inaugurado pelo secretário da Cultura Márcio Meirelles, o mesmo que certas viúvas do carlismo destratam por interesses inconfessáveis. Entre as peças virão para Salvador as edições em gesso de “O Pensador”, de “O Beijo” e estudos feitos para a “Porta do Inferno”, um dos trabalhos mais famosos de Rodin (1840-1917).
O Governo Wagner vai gastar R$ 700 mil no transporte e no seguro das obras. As peças foram emprestadas por três anos pelo governo francês. O artista plástico Emanoel Araújo acha que o Museu Rodin demorou a ser inaugurado por um certo “chavinismo” dos baianos, que achavam muito estranho ter um Museu Rodin na Bahia.
Por iniciativa do secretário de Cultura Márcio Meirelles o foco agora é outro. O museu tem três objetivos: formar público, fazer com que Rodin faça sentido para quem vive na Bahia e, terceiro, reconectar a arte baiana ao resto do mundo. “A Bahia vive isolada, como se fosse uma ilha autossuficiente e isso não faz sentido”, afirmou Márcio Meirelles.
A museóloga Heloisa Helena Costa, diretora técnica do museu matou a charada: É um equívoco pensar que uma cidade que tem laços com a África não possa se interessar por um artista francês do século 19 como Rodin. O fato de Rodin trabalhar com o corpo apaga as diferenças”.
“Dá para ver nas ruas de Salvador vários Rodin de carne e osso”.
Márcio Meirelles está tirando o atraso da arte na Bahia.
No ano seguinte foi assinado um acordo de cooperação entre França e Bahia para a construção do museu. Um casarão neoclássico francês de 1912 foi restaurado. Mas o plano virou motivo de chacota. O governo baiano, que bancou o projeto, prometeu trazer 62 esculturas para a inauguração do museu em 2006. As peças nunca chegaram e o museu passou a abrigar apenas quatro peças em bronze do escultor francês.
Como afirma o jornalista Mário César Carvalho, da Folha Ilustrada, “a piada pode perder a validade”. Finalmente, em outubro o Museu Rodin será inaugurado pelo secretário da Cultura Márcio Meirelles, o mesmo que certas viúvas do carlismo destratam por interesses inconfessáveis. Entre as peças virão para Salvador as edições em gesso de “O Pensador”, de “O Beijo” e estudos feitos para a “Porta do Inferno”, um dos trabalhos mais famosos de Rodin (1840-1917).
O Governo Wagner vai gastar R$ 700 mil no transporte e no seguro das obras. As peças foram emprestadas por três anos pelo governo francês. O artista plástico Emanoel Araújo acha que o Museu Rodin demorou a ser inaugurado por um certo “chavinismo” dos baianos, que achavam muito estranho ter um Museu Rodin na Bahia.
Por iniciativa do secretário de Cultura Márcio Meirelles o foco agora é outro. O museu tem três objetivos: formar público, fazer com que Rodin faça sentido para quem vive na Bahia e, terceiro, reconectar a arte baiana ao resto do mundo. “A Bahia vive isolada, como se fosse uma ilha autossuficiente e isso não faz sentido”, afirmou Márcio Meirelles.
A museóloga Heloisa Helena Costa, diretora técnica do museu matou a charada: É um equívoco pensar que uma cidade que tem laços com a África não possa se interessar por um artista francês do século 19 como Rodin. O fato de Rodin trabalhar com o corpo apaga as diferenças”.
“Dá para ver nas ruas de Salvador vários Rodin de carne e osso”.
Márcio Meirelles está tirando o atraso da arte na Bahia.
Por ignorância, mais pobres rejeitam remédios genéricos
A Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos) fez uma pesquisa nacional sobre o consumo de medicamentos genéricos, após dez anos do lançamento do programa. Há verdadeiros contrassensos. O consumo maior ocorre nas regiões mais ricas do país.
Na Região Nordeste o consumo é abaixo da média. Apenas o Estado da Bahia ultrapassa a média de 12% alcançando 12,91% contra 6,59% de Pernambuco, depois vem Ceará com 4,94%, Paraíba com 2,66%, Maranhão com 2,61%, Sergipe com 2,12% e Piauí com 1,85%. Quanto mais pobre, mais preconceituoso.
Para efeito comparativo, enquanto o Nordeste consome 12%, a região Sudeste consome 63,62%. Em São Paulo a média chega a 26,03%. Tudo isso é bem absurdo, já que os genéricos costumam ser 60% mais baratos que os remédios de marca. Os mais pobres que deveriam consumir mais genéricos são os que consomem menos.
A pesquisa revela que desconfiança e desconhecimento são as razões da pequena procura de genéricos. Desconfiança e desconhecimento são filhas da ignorância. Os remédios genéricos são tão eficazes quanto os produtos de marca. Mas, há outra razão para a baixa procura: 40% da população sequer tem acesso a medicamentos de farmácias no Nordeste.
A mídia tem uma grande responsabilidade no baixo consumo dos remédios genéricos. Os meios de comunicação deveriam usar a liberdade de imprensa para esclarecer a população pobre. Os médicos também têm uma grande responsabilidade e é um dever ético prescrever estes medicamentos, mesmo que sejam regularmente “visitados” por representantes de remédios de marca.
A pesquisa não esclareceu porque a Bahia, com tanto analfabeto, é o estado que mais consome os remédios genéricos no Nordeste.
Na Região Nordeste o consumo é abaixo da média. Apenas o Estado da Bahia ultrapassa a média de 12% alcançando 12,91% contra 6,59% de Pernambuco, depois vem Ceará com 4,94%, Paraíba com 2,66%, Maranhão com 2,61%, Sergipe com 2,12% e Piauí com 1,85%. Quanto mais pobre, mais preconceituoso.
Para efeito comparativo, enquanto o Nordeste consome 12%, a região Sudeste consome 63,62%. Em São Paulo a média chega a 26,03%. Tudo isso é bem absurdo, já que os genéricos costumam ser 60% mais baratos que os remédios de marca. Os mais pobres que deveriam consumir mais genéricos são os que consomem menos.
A pesquisa revela que desconfiança e desconhecimento são as razões da pequena procura de genéricos. Desconfiança e desconhecimento são filhas da ignorância. Os remédios genéricos são tão eficazes quanto os produtos de marca. Mas, há outra razão para a baixa procura: 40% da população sequer tem acesso a medicamentos de farmácias no Nordeste.
A mídia tem uma grande responsabilidade no baixo consumo dos remédios genéricos. Os meios de comunicação deveriam usar a liberdade de imprensa para esclarecer a população pobre. Os médicos também têm uma grande responsabilidade e é um dever ético prescrever estes medicamentos, mesmo que sejam regularmente “visitados” por representantes de remédios de marca.
A pesquisa não esclareceu porque a Bahia, com tanto analfabeto, é o estado que mais consome os remédios genéricos no Nordeste.
10 de Julho de 2009
Concursados protestam contra prefeito do DEM em Paulo Afonso
A cidade de Paulo Afonso, viveu hoje 10 de julho ( sexta-feira) , um dia de protesto. Às 7h da manhã os aprovados no concursos da prefeitura realizaram o fechamento da única ponte que dá acesso ao centro da cidade por mais de 10 minutos. A paralisação causou um congestionamento de mais quinze quilometro, nas duas vias.
Os concursados reivindicam do prefeito Anilton Bastos (DEM) a nomeação imediata, já que a justiça deu ganho de causa aos aprovados e o prefeito vem descumprindo a decisão judicial.
A coordenação do movimento estuda junto a assessoria jurídica a possibilidade de caso o prefeito Anilton (DEM) continue descumprindo a decisão da justiça, entrar com pedido de intervenção no município de Paulo Afonso e prometem ainda contornarem com os protestos ate que sejam nomeados todos os aprovados em concurso publico. (Dimas Roque)
Os concursados reivindicam do prefeito Anilton Bastos (DEM) a nomeação imediata, já que a justiça deu ganho de causa aos aprovados e o prefeito vem descumprindo a decisão judicial.
A coordenação do movimento estuda junto a assessoria jurídica a possibilidade de caso o prefeito Anilton (DEM) continue descumprindo a decisão da justiça, entrar com pedido de intervenção no município de Paulo Afonso e prometem ainda contornarem com os protestos ate que sejam nomeados todos os aprovados em concurso publico. (Dimas Roque)
Dono do PMDB da Bahia se cala, mas deputada peemedebista manifesta apoio à luta dos jornalistas pelo diploma
O dono do PMDB da Bahia, ministro Geddel Vieira Lima, muito convenientemente se calou em relação à luta dos jornalistas do Brasil pela obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão, derrubada no Supremo Tribunal Federal pela batuta do ministro Gilmar Mendes.
Mas, à revelia do cacique, a deputada estadual Marizete Pereira (PMDB) se incorporou à luta da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A deputada Marizete Pereira (PMDB)protocolou na Assembléia Legislativa da Bahia um documento em que afirma: “A decisão do STF deixou surpresos também os jornalistas brasileiros, sabedores que são da grande carga de responsabilidade que a profissão impõe e da inquestionável necessidade de preparação técnica, intelectual e ética para o desempenhos das funções”. Segundo ela, “se não precisa mais de diploma para o exercício da profissão abre-se uma porta para a mediocridade e um perigoso precedente para que sejam considerados desnecessários diplomas de muitas outras categorias”.
Dois outros deputados estaduais da Bahia também se manifestaram. O deputado Edson Pimenta (PCdoB), que encaminhou Moção de Solidariedade aos jornalistas e às entidades de classe, e o deputado Álvaro Gomes (PCdoB) que encaminhou Indicação à Presidência da República defendendo nova regulamentação da profissão de jornalista.
A informação foi publicada hoje (10/07/09) no Diário Oficial do Legislativo.
Mas, à revelia do cacique, a deputada estadual Marizete Pereira (PMDB) se incorporou à luta da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A deputada Marizete Pereira (PMDB)protocolou na Assembléia Legislativa da Bahia um documento em que afirma: “A decisão do STF deixou surpresos também os jornalistas brasileiros, sabedores que são da grande carga de responsabilidade que a profissão impõe e da inquestionável necessidade de preparação técnica, intelectual e ética para o desempenhos das funções”. Segundo ela, “se não precisa mais de diploma para o exercício da profissão abre-se uma porta para a mediocridade e um perigoso precedente para que sejam considerados desnecessários diplomas de muitas outras categorias”.
Dois outros deputados estaduais da Bahia também se manifestaram. O deputado Edson Pimenta (PCdoB), que encaminhou Moção de Solidariedade aos jornalistas e às entidades de classe, e o deputado Álvaro Gomes (PCdoB) que encaminhou Indicação à Presidência da República defendendo nova regulamentação da profissão de jornalista.
A informação foi publicada hoje (10/07/09) no Diário Oficial do Legislativo.
9 de Julho de 2009
Site da revista carta Capital publica artigo do deputado federal Emiliano José (PT-BA) sobre “Lei de Imprensa e Liberdade”
O site da revista Carta Capital postou novo artigo do escritor, jornalista e professor doutor aposentado de comunicação da UFBA, Emiliano José. Mesmo como deputado federal Emiliano José (PT-BA) continua escrevendo regularmente artigos para a revista Carta Capital e jornal A Tarde, de Salvador. O último publicado no jornal A Tarde foi em defesa do diploma de jornalista, garfado pelos oito ministros do STF, sob comando do tucano Gilmar Mendes. De vez em quando o site da revista Caros Amigos também publica artigos de Emiliano.
Como estava dizendo, o último artigo do agora deputado federal Emiliano José (PT-BA) postado no site da Carta Capital é intitulado “Lei de imprensa e liberdade”. O parlamentar baiano defende uma Nova Lei de Imprensa. Afinal, dos 191 países da ONU, o Brasil é o único que não tem Lei de Imprensa. A cidadania está entregue aos desmandos dos barões da mídia, com este vácuo legal. Por solicitação de Emiliano José, o líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza apresentou requerimento à presidência da Casa para criação de uma subcomissão para formular proposta de uma nova lei de imprensa.
Emiliano José rejeita o temor reverencial hegemônico na Câmara e Senado diante da mídia oligopolizada, partidarizada e descompromissada com a construção da democracia.
LEIA NA ÍNTEGRA
O site da Fundação Perseu Abramo reproduziu o artigo de Emiliano José
LEIA AQUI
Como estava dizendo, o último artigo do agora deputado federal Emiliano José (PT-BA) postado no site da Carta Capital é intitulado “Lei de imprensa e liberdade”. O parlamentar baiano defende uma Nova Lei de Imprensa. Afinal, dos 191 países da ONU, o Brasil é o único que não tem Lei de Imprensa. A cidadania está entregue aos desmandos dos barões da mídia, com este vácuo legal. Por solicitação de Emiliano José, o líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza apresentou requerimento à presidência da Casa para criação de uma subcomissão para formular proposta de uma nova lei de imprensa.
Emiliano José rejeita o temor reverencial hegemônico na Câmara e Senado diante da mídia oligopolizada, partidarizada e descompromissada com a construção da democracia.
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O site da Fundação Perseu Abramo reproduziu o artigo de Emiliano José
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Parlamentares apresentam a Michel Temer a PEC do Diploma dos Jornalistas
Parlamentares favoráveis ao diploma para o exercício da profissão de jornalista discutiram quarta-feira (8), com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), uma proposta de emenda Constitucional (PEC) para regulamentar o tema. Além do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) que protocolou a PEC, estavam presentes os deputados Emiliano José (PT-BA), o líder do PT Cândido Vaccarezza (PT-SP) e Fernando Nascimento (PT-PE). Também estavam presentes o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade e a deputada Rebeca Garcia (PP-AM) que propõe a criação de uma Frente Parlamentar em Defesa do Diploma de Jornalista.
A proposta de Emenda Constitucional que ficou conhecida como “PEC dos Jornalistas” restabelece a necessidade do curso superior em jornalismo para o exercício da profissão. A PEC dos jornalistas recebeu número 386/2009 e foi entregue com 191 assinaturas.
Michel Temer disse ser favorável ao diploma de jornalista e se comprometeu a agilizar a apreciação da matéria na Casa. O deputado Emiliano José (PT-BA) observou que tem havido em todo o país manifestações de jornalistas, professores e estudantes de jornalismo com o objetivo de reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que no mês passado derrubou a exigência do diploma.
O deputado Emiliano José (PT-BA) ressaltou que Temer considera uma boa solução para o problema a apresentação da PEC. “Mas, além do diploma, é preciso também criar uma Comissão Especial para tratar da revogação da Lei de Imprensa, outra decisão polêmica tomada recentemente pelo STF”. O líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP), já assinou um requerimento propondo a criação da Comissão Especial, por solicitação de Emiliano José.
“Uma lei de imprensa, junto com a regulamentação da profissão de jornalismo, vem ao encontro dos interesses da sociedade. Receio que possamos criar o caos na área de jornalismo se as duas questões não forem equacionadas”, disse Emiliano, que acrescentou: “A Lei de Imprensa era do regime autoritário, mas assegurava o direito de resposta; hoje, há um vácuo”, completou.
Na opinião de Fernando Nascimento (PT-PE), o Congresso poderá pôr um fim à polêmica, com a votação da PEC proposta por Pimenta. “A sociedade em geral tem reagido contra o fim do diploma. A decisão do STF é frontalmente contrária aos avanços que temos obtido no Brasil, com a valorização da educação e do ensino superior. Precisamos priorizar a PEC do Diploma”, afirmou.
Com informações do Informes PT Câmara
A proposta de Emenda Constitucional que ficou conhecida como “PEC dos Jornalistas” restabelece a necessidade do curso superior em jornalismo para o exercício da profissão. A PEC dos jornalistas recebeu número 386/2009 e foi entregue com 191 assinaturas.
Michel Temer disse ser favorável ao diploma de jornalista e se comprometeu a agilizar a apreciação da matéria na Casa. O deputado Emiliano José (PT-BA) observou que tem havido em todo o país manifestações de jornalistas, professores e estudantes de jornalismo com o objetivo de reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que no mês passado derrubou a exigência do diploma.
O deputado Emiliano José (PT-BA) ressaltou que Temer considera uma boa solução para o problema a apresentação da PEC. “Mas, além do diploma, é preciso também criar uma Comissão Especial para tratar da revogação da Lei de Imprensa, outra decisão polêmica tomada recentemente pelo STF”. O líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP), já assinou um requerimento propondo a criação da Comissão Especial, por solicitação de Emiliano José.
“Uma lei de imprensa, junto com a regulamentação da profissão de jornalismo, vem ao encontro dos interesses da sociedade. Receio que possamos criar o caos na área de jornalismo se as duas questões não forem equacionadas”, disse Emiliano, que acrescentou: “A Lei de Imprensa era do regime autoritário, mas assegurava o direito de resposta; hoje, há um vácuo”, completou.
Na opinião de Fernando Nascimento (PT-PE), o Congresso poderá pôr um fim à polêmica, com a votação da PEC proposta por Pimenta. “A sociedade em geral tem reagido contra o fim do diploma. A decisão do STF é frontalmente contrária aos avanços que temos obtido no Brasil, com a valorização da educação e do ensino superior. Precisamos priorizar a PEC do Diploma”, afirmou.
Com informações do Informes PT Câmara
Márcio Meirelles é duas vezes aplaudido de pé pelos verdadeiros gestores de cultura da Bahia
Deu no jornal A Tarde (09/07/2007) com a manchete: “Secult afinada com gestores”. Com texto assinado pela jornalista Daniela Castro, o jornal A Tarde afirma que “poucos momentos dignos de registros, além das palestras (...) no Seminário do Sistema Nacional de Cultura (...) realizado no Tropical Hotel da Bahia. Todos foram protagonizados pelo secretário de Cultura do Estado da Bahia, Márcio Meirelles, QUE FOI APLAUDIDO DE PÉ DUAS VEZES. A primeira, após a leitura de uma Moção de Apoio do Fórum de Dirigentes Municipais de Cultura. A segunda, após um caloroso discurso do ex-coordenador geral do Seminário, João Roberto Peixe (ex-secretário de Cultura de Pernambuco) ao afirmar que Meirelles promoveu UMA VERDADEIRA REVOLUÇÃO NA CULTURA DA BAHIA.
Foi uma resposta a alguns poucos e panfletários “artistas” que divulgaram um manifesto chamado “Cultura da Bahia na UTI” e causaram constrangimento ao governo no desfile do 2 de Julho. Pura politicagem.
Márcio Meirelles partiu para o ofensiva. “Estou sendo acusado de fazer política partidária com a Secretaria da Cultura. Aqui está a prova de que a orientação não é esta. Essa acusação não me cabe e nem a este governo”, se referindo às viúvas do passado que escreveram o texto “Cultura na UTI”.
“O problema – disse Márcio Meirelles – é que durante muito tempo o Estado estabeleceu um tipo de relacionamento com os artistas que não era política pública”. Logo em seguida deixou o Seminário para se encontrar com representantes da classe artística no Palácio da Aclamação.
Meirelles estava fazendo referência à nova política do governo da Bahia de liberar recursos para a cultura através de editais. Um exemplo: dia 8 de julho no “I Encontro da Rede de Pontos de Cultura da Bahia” oito novos editais foram lançados com um investimento total de R$ 24 milhões do programa federal “Mais Cultura”. No total, os investimentos do Mais Cultura na Bahia somam R$ 54 milhões.
Os editais de 2009 são para apoio a microprojetos culturais, modernização de bibliotecas comunitárias, pontinhos de cultura (Espaço Brincar) e cineclubes. Para 2010 estão previstos editais para pontos de leitura e agentes de leitura. A Bahia foi o primeiro estado a descentralizar a ação do programa por meio de edital realizado em 2008. Agora, o primeiro edital se refere a incentivos a pequenos grupos e produtores culturais e o semiárido baiano será contemplado com 265 projetos.
A cultura da Bahia não está na UTI. O que está na UTI é o mecenato estatal carlista que era praticado aqui. E quem recebia a grana toda era o pessoal que está reclamando nas ruas, fantasiados de médicos com máscaras na face.
Foi uma resposta a alguns poucos e panfletários “artistas” que divulgaram um manifesto chamado “Cultura da Bahia na UTI” e causaram constrangimento ao governo no desfile do 2 de Julho. Pura politicagem.
Márcio Meirelles partiu para o ofensiva. “Estou sendo acusado de fazer política partidária com a Secretaria da Cultura. Aqui está a prova de que a orientação não é esta. Essa acusação não me cabe e nem a este governo”, se referindo às viúvas do passado que escreveram o texto “Cultura na UTI”.
“O problema – disse Márcio Meirelles – é que durante muito tempo o Estado estabeleceu um tipo de relacionamento com os artistas que não era política pública”. Logo em seguida deixou o Seminário para se encontrar com representantes da classe artística no Palácio da Aclamação.
Meirelles estava fazendo referência à nova política do governo da Bahia de liberar recursos para a cultura através de editais. Um exemplo: dia 8 de julho no “I Encontro da Rede de Pontos de Cultura da Bahia” oito novos editais foram lançados com um investimento total de R$ 24 milhões do programa federal “Mais Cultura”. No total, os investimentos do Mais Cultura na Bahia somam R$ 54 milhões.
Os editais de 2009 são para apoio a microprojetos culturais, modernização de bibliotecas comunitárias, pontinhos de cultura (Espaço Brincar) e cineclubes. Para 2010 estão previstos editais para pontos de leitura e agentes de leitura. A Bahia foi o primeiro estado a descentralizar a ação do programa por meio de edital realizado em 2008. Agora, o primeiro edital se refere a incentivos a pequenos grupos e produtores culturais e o semiárido baiano será contemplado com 265 projetos.
A cultura da Bahia não está na UTI. O que está na UTI é o mecenato estatal carlista que era praticado aqui. E quem recebia a grana toda era o pessoal que está reclamando nas ruas, fantasiados de médicos com máscaras na face.
8 de Julho de 2009
Sobre o diploma dos jornalistas o STF errou, cabe consertar
Os oito ministros que votaram contra a exigência do diploma para o exercício da profissão, sob alegação de cerceamento da liberdade, erraram. Eles seguiram a opinião de um relator subserviente à grande mídia, certo de que ela retribuiria o favor – o que já está acontecendo. Os ministros mostraram desconhecer totalmente o assunto. Essa é a opinião do sociólogo e jornalista Laurindo Lalo Leal Filho, professor de Jornalismo da ECA-USP, exposta em artigo publicado no site Carta Maior
“Nunca houve, nos mais de 40 anos de vigência da lei, qualquer violação da liberdade que tivesse sido decorrente de sua aplicação. Houve sim censura prévia durante a ditadura e censura empresarial depois dela, mas que são fatos sem nenhuma relação com a exigência do diploma. Os ministros parecem não ler jornais, ouvir rádio ou ver televisão. Neles, todos os dias opinam profissionais de todas as áreas sem nenhum obstáculo. Portanto, a exigência do diploma não fere a Constituição e esta deveria ser a singela resposta do Supremo aos autores da ação, não por acaso entidades patronais do setor.
Há até um argumento ridículo usado pelos juízes do Supremo – o de que o diploma era um entulho autoritário produzido pela ditadura militar. Bastava uma breve consulta aos anais de todos os encontros e congressos de jornalistas para perceber que tal afirmação é insustentável. Em 1918, quarenta e seis anos antes de se instalar a ditadura de 64, os jornalistas reunidos em Congresso no Rio de Janeiro já defendiam a formação específica em jornalismo para o exercício da profissão. E seguiram lutando por essa bandeira e pela regulamentação profissional”.
LEIA A ÍNTEGRA EM CARTA MAIOR
“Nunca houve, nos mais de 40 anos de vigência da lei, qualquer violação da liberdade que tivesse sido decorrente de sua aplicação. Houve sim censura prévia durante a ditadura e censura empresarial depois dela, mas que são fatos sem nenhuma relação com a exigência do diploma. Os ministros parecem não ler jornais, ouvir rádio ou ver televisão. Neles, todos os dias opinam profissionais de todas as áreas sem nenhum obstáculo. Portanto, a exigência do diploma não fere a Constituição e esta deveria ser a singela resposta do Supremo aos autores da ação, não por acaso entidades patronais do setor.
Há até um argumento ridículo usado pelos juízes do Supremo – o de que o diploma era um entulho autoritário produzido pela ditadura militar. Bastava uma breve consulta aos anais de todos os encontros e congressos de jornalistas para perceber que tal afirmação é insustentável. Em 1918, quarenta e seis anos antes de se instalar a ditadura de 64, os jornalistas reunidos em Congresso no Rio de Janeiro já defendiam a formação específica em jornalismo para o exercício da profissão. E seguiram lutando por essa bandeira e pela regulamentação profissional”.
LEIA A ÍNTEGRA EM CARTA MAIOR
Márcio Meirelles diz a verdade para artistas baianos sobre cultura da Bahia
O número de projetos culturais enviados para o Fundo de Cultura da Bahia saltou de 147 para 1.717 por ano. Somente em 2008 foram contemplados 593 projetos. Antes, cerca de 50 projetos eram beneficiados pelo Fundo de Cultura.
Ora, os números revelam que apenas uns poucos privilegiados recebiam as verbas estaduais da cultura. O secretário da Cultura, Márcio Meirelles, estourou essa máfia, adotando critérios públicos para seleção de projetos. A política de fomento adotada pelo Governo Wagner é acessível a qualquer proponente, de qualquer município. As viúvas do passado, que tinham recursos sempre garantidos sem fazer força, são parte dos que protestam nas ruas.
Apesar de duramente criticado, o secretário de Cultura, Márcio Meirelles, se reuniu com artistas de vários segmentos e com o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos (SATED), presidido por Fernando Marinho, que amaciou o tom. Segundo ele, o tal manifesto divulgado no desfile do 2 de Julho não teve intenção de criticar a gestão estadual, sendo mais generalizado e visando também a política cultural da Prefeitura de Salvador. Ah! bom..
Márcio Meirelles informou que a Secretaria Estadual da Cultura celebrou protocolos de intenção com praticamente metade das 417 prefeituras da Bahia visando adesões ao Sistema Estadual de Cultura. Em relação aos museus e teatros citados nos panfletos, Meirelles explicou que reformas e ampliações estão em curso.
O Cine-teatro Solar Boa Vista, por exemplo, está em reforma desde 24 de junho e deverá ser reaberto ao público em setembro. O mesmo com o Espaço Xisto e o Complexo Cultural Biblioteca Central dos Barris que conta com um investimento de R$ 3 milhões do Ministério da Cultura.
Pelo visto, a turma que foi às ruas manipulada pela dramaturga Aninha Franco mentiu conscientemente.
Ora, os números revelam que apenas uns poucos privilegiados recebiam as verbas estaduais da cultura. O secretário da Cultura, Márcio Meirelles, estourou essa máfia, adotando critérios públicos para seleção de projetos. A política de fomento adotada pelo Governo Wagner é acessível a qualquer proponente, de qualquer município. As viúvas do passado, que tinham recursos sempre garantidos sem fazer força, são parte dos que protestam nas ruas.
Apesar de duramente criticado, o secretário de Cultura, Márcio Meirelles, se reuniu com artistas de vários segmentos e com o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos (SATED), presidido por Fernando Marinho, que amaciou o tom. Segundo ele, o tal manifesto divulgado no desfile do 2 de Julho não teve intenção de criticar a gestão estadual, sendo mais generalizado e visando também a política cultural da Prefeitura de Salvador. Ah! bom..
Márcio Meirelles informou que a Secretaria Estadual da Cultura celebrou protocolos de intenção com praticamente metade das 417 prefeituras da Bahia visando adesões ao Sistema Estadual de Cultura. Em relação aos museus e teatros citados nos panfletos, Meirelles explicou que reformas e ampliações estão em curso.
O Cine-teatro Solar Boa Vista, por exemplo, está em reforma desde 24 de junho e deverá ser reaberto ao público em setembro. O mesmo com o Espaço Xisto e o Complexo Cultural Biblioteca Central dos Barris que conta com um investimento de R$ 3 milhões do Ministério da Cultura.
Pelo visto, a turma que foi às ruas manipulada pela dramaturga Aninha Franco mentiu conscientemente.
Deputado Emiliano José (PT-BA) critica mau uso do SAMU 192 pelo desgoverno de Paulo Souto (DEM)
Deu no site Política Livre:“
Em discurso na Câmara Federal, o deputado federal Emiliano José (PT) defendeu o SAMU 192 e criticou a má utilização do benefício pelos antigos governantes da Bahia, que, segundo ele, deixaram dívida de mais de R$ 15,3 milhões para com os municípios que implantaram o programa. A dívida fez parte de um conjunto de mais de R$ 205 milhões em débitos, apenas na área da saúde, e foi paga pelo governo Wagner, disse o petista.
O deputado lembrou que, até o final de 2006, o governo Paulo Souto não participava do financiamento do SAMU 192, apesar do acordo firmado com as secretarias municipais. “A implantação do SAMU era feita apenas através de parceria entre o Ministério da Saúde e as prefeituras municipais. Apenas 14 municípios baianos estavam com o programa em funcionamento e o Estado não cumpriu sua parte do financiamento”, declarou.
LEIA DISCURSO NA ÍNTEGRA
Em discurso na Câmara Federal, o deputado federal Emiliano José (PT) defendeu o SAMU 192 e criticou a má utilização do benefício pelos antigos governantes da Bahia, que, segundo ele, deixaram dívida de mais de R$ 15,3 milhões para com os municípios que implantaram o programa. A dívida fez parte de um conjunto de mais de R$ 205 milhões em débitos, apenas na área da saúde, e foi paga pelo governo Wagner, disse o petista.
O deputado lembrou que, até o final de 2006, o governo Paulo Souto não participava do financiamento do SAMU 192, apesar do acordo firmado com as secretarias municipais. “A implantação do SAMU era feita apenas através de parceria entre o Ministério da Saúde e as prefeituras municipais. Apenas 14 municípios baianos estavam com o programa em funcionamento e o Estado não cumpriu sua parte do financiamento”, declarou.
LEIA DISCURSO NA ÍNTEGRA
Deputado petista protocola proposta que restabelece diploma de jornalismo para exercício legal da profissão
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) protocolou hoje, quarta-feira (8/7) proposta de emenda à Constituição que restabelece a necessidade do curso superior em jornalismo para o exercício da profissão. A PEC dos jornalistas, como ficou conhecida, recebeu número 386/2009 e foi entregue com 191 assinaturas.
Paulo Pimenta destacou a mobilização que vem ocorrendo em todo o país no sentido de reverter a decisão do STF, que no mês passado, derrubou a exigência do diploma por 8 votos a 1. “Foi extremamente importante a rápida reação da sociedade, desaprovando o absurdo cometido pela Corte Suprema brasileira, e que abriu precedente para a desregulamentação de outras profissões. No caso do jornalismo, essa atividade é mais do que a simples prestação de informação ou a emissão de uma opinião pessoal. Ela influencia na decisão dos receptores da informação, por isso não pode ser exercida por pessoas sem aptidão técnica e ética”.
Fonte: Site Informes PT na Câmara
Paulo Pimenta destacou a mobilização que vem ocorrendo em todo o país no sentido de reverter a decisão do STF, que no mês passado, derrubou a exigência do diploma por 8 votos a 1. “Foi extremamente importante a rápida reação da sociedade, desaprovando o absurdo cometido pela Corte Suprema brasileira, e que abriu precedente para a desregulamentação de outras profissões. No caso do jornalismo, essa atividade é mais do que a simples prestação de informação ou a emissão de uma opinião pessoal. Ela influencia na decisão dos receptores da informação, por isso não pode ser exercida por pessoas sem aptidão técnica e ética”.
Fonte: Site Informes PT na Câmara